Foi na audiência pública para debater as cotas para negros nas Universidades públicas do Brasil.
O Senador Demóstenes Torres, do DEM, defendeu no STF contra as cotas de vagas para os negros nas Universidades públicas do Brasil. Seus argumentos mostraram a cara da oposição:
"Fala-se que as negras foram estupradas no Brasil. Fala-se que a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro."
E ainda cita Gilberto Freyre para justificar seu argumento.
Ora... segundo Gilberto Freyre, "não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesmo do regime. O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com a sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do sinhô-moço. Desejo não: ordem."
Essa é apenas uma das cores da elite brasileira, a cor do preconceito. Uma elite que não consegue aceitar a ascensão de milhares de brasileiros ao direito de escolher o que comer e como viver. Uma elite que não consegue conviver com a diversidade, com a presença de negros ou pobres nos mesmos espaços que até então eram privilégios de seus filhos. Uma elite que já mostrou que quer o Brasil para poucos.
O Senador Demóstenes Torres representa a mesma elite que tenta voltar para a Presidência do Brasil com o Serra.
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